Em votação bastante acirrada, Lausanne, na Suíça, foi a escolhida depois de muita confusão
Rabat, MAR, 18/05 – Foi encerrado na última sexta-feira, 17/05, em Rabat, no Marrocos, o 87º Congresso da International Association Press Sportive (AIPS). O encontro foi marcado por uma grande disputa para sediar a edição de 2026 e discussão de temas relevantes para os cronistas esportivos de uma forma mais ampla.
Em termos de sede, ficou definido que o próximo congresso, a ser realizado em 2026, será na cidade de Lausanne, na Suíça. O local teve a preferência das entidades nacionais em detrimento da cidade de Sejong, na Coreia do Sul, sede proposta pelo presidente da AIPS ÁSIA, Hee Don Jung. O presidente da AIPS INTERNACIONAL, Gianni Merlo, defendeu a sede ser em Lausanne, principalmente pelos custos de deslocamento e posição geográfica.
BRASIL PRESENTE E ATUANTE MAIS UMA VEZ
O Brasil participou ativamente do Congresso com o vice-presidente da ABRACE, Jair Oliveira, e o secretário geral Edinho Campos, ambos representando o presidente da entidade, Artur Eugênio Mathias. A Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (ABRACE), fundada em 1974, é a única entidade brasileira reconhecida internacionalmente e em condições de realizar credenciamento para eventos internacionais.
O BICHO PEGOU, MAS ACABOU TUDO BEM
Após calorosa discussão para a escolha da sede que começou logo pela manhã da sexta-feira, onde representantes de países africanos e alguns europeus, de forma estranha e acintosa, defendiam veementemente a candidatura da Coreia, que oferecia facilidades como desconto de 50% nas passagens aéreas, um dia de hospedagem em Seul para descanso, e transporte gratuito para Sejong, cidade do interior coreano. A votação começou sob muita reclamação e ao final, de forma bastante transparente e surpreendente, o resultado apontou nenhum voto nulo ou branco, 36 a favor de Seul e 44 a favor de Lausanne.
Este resultado gerou confusão, já que um representante africano tentou pegar a urna e, pessoalmente, tentar contar os votos novamente se recusando a aceitar a derrota. O detalhe é que os votos foram contados na frente de todos os presentes (foto acima) e por representantes indicados pelos dois proponentes ao Congresso, no caso, Lausanne por Giani Merlo e Sejong por Hee Don Jung.




