Ícone do jornalismo brasileiro, Ruy Carlos Ostermann, era gaúcho e fez história atuando no Sul do País. Ele deixa três filhos (Cristiane, Fernanda e Felipe) – e cinco netos. Era viúvo de Nilce, que morreu em 2021 encerrando uma convivência de 58 anos.
Campinas, SP, 27 A Imprensa brasileira, o futebol e os gaúchos estão de luto. Morreu, nesta sexta-feira, 27/06, em Porto Alegre/RS, um dos ícones do jornalismo dos Pampas; Ruy Carlos Ostermann, aos 90 anos. Vítima de complicações após contrair dengue, Ostermann não resistiu e deixou a imprensa nacional mais triste.
Conhecido como “Professor”, ele revolucionou a crônica gaúcha e se tornou nome importante na imprensa esportiva nacional. Ele deixa três filhos (Cristiane, Fernanda e Felipe) – e cinco netos. Era viúvo de Nilce, que morreu em 2021 encerrando uma convivência de 58 anos.
A morte foi confirmada pela filha Cristiane. O cronista estava internado desde maio no Hospital Moinhos do Ventos. A dengue desencadeou outras doenças como infecção urinária, edema pulmonar e ele não resistiu. O velório vai acontecer na Assembleia Legislativa do estado, neste sábado (28) a partir das 10 horas.
QUEM FOI RUY CARLOS OSTERMANN
O jornalista e escritor nasceu em São Leopoldo, no interior do Rio Grande do Sul, em 1934 (26 de setembro) e na década de 60 atuou na Folha da Manhã e Folha da Tarde. Depois de fazer grandes trabalhos no início da carreira, subiu o patamar e foi contratado pela Rádio Gaúcha e posteriormente na Rádio Guaíba, onde praticamente se imortalizou atuando na área esportiva.
Consolidou como marca o programa “Sala de Redação”, um espaço para debate esportivo da Rádio Gaúcha, ficando por 33 anos no ar. Como escritor foi autor de “Felipão, a Alma do Penta”, relatando a história do Penta no Japão. Voz de muita credibilidade ele esteve em 13 Copas do Mundo, entre 1966 até 2014, no Brasil.
Formado em filosofia, era uma pessoa culta e lecionou em escolas e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atuou também na área política, como deputando estadual por duas vezes – 1982 e 1986 – e exerceu o cargo de secretário de estado de ciência e tecnologia durante o governo Pedro Simon.




